sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Uma menina chamada Grazzy!


Graziele era linda, libérrima, uma flor que despontava em meio o sol quente de uma pequena cidade!
Apareceu em minha vida de maneira espontânea, encantando-me com os gestos e os carinhos, tão simples e cativantes, que tocavam profundo o íntimo de meu ser.
Desde o começo, eu estava predestinado a perdê-la, mas não me importava, aprendi a fazer das pessoas seres especiais, não importando o tempo em que passavam ao meu lado, não tenho pacto com o futuro, o presente é o que me satisfaz!
Graziele dizia que queria voar, sair daquele lugar, crescer, estudar, dar bases sólidas à sua vida que se iniciava!
Eu a incentivava com ternura, e via o agradecimento em seu olhar, a fazia rir com simplicidade, para não se esquecer, que a existência tem que ser por inteiro resumida, no primeiro sorriso de um bebê, assim o fazem as pessoas felizes, e verdadeiramente satisfeitas, realizadas na vida!
Graziele era um anjo, um anjo que iria voar, pois seres celestiais, só ficam em nossas vidas até cumprirem suas missões, ou seja, o tempo necessário, para nos encantar e nos relembrar a beleza contida no perfume das flores e no bater de asas de uma borboleta.
Assim Graziele se foi, e pela primeira vez eu agradeci alguém que partia, pelo simples fato de ter estado ao meu lado, sem planos, sem sonhos, sem frustrações, apenas vivencias inesquecíveis, que me encantaram e ficaram para sempre guardadas em algum cantinho da minha memória e do meu coração! Um dia, quando eu for fazer a limpeza de meu porão particular, quando a morte for cerrar meus olhos, e for para junto de meu Pai, irei rever aquele sorriso, que tanto me encantava, e sentirei que em minha caminhada, anjos passaram em minha vida, como sinal da existência de Deus!

“Este sou eu Na esquina, de novo Tudo é tão novo quanto esta canção ?Será que alguém presta atenção?”

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